programação /música
MARQUISE | LESMA
18.04 | 23h | 5€
Bilhetes à venda na BOL
MARQUISE é uma banda nascida no Porto. Mafalda Matos (voz), Miguel Azevedo (baixo), Matias Ferreira (bateria) e Miguel Pereira (guitarra) criaram o projeto em 2022, lançando em março de 2023 um EP de estreia que rapidamente consolidou a banda no panorama musical português. Depois de mais de um ano de concertos, a banda prepara-se para o lançamento do novo e primeiro álbum de longa duração, “Ela Caiu”, com uma tour de concertos de apresentação durante o ano de 2025. O álbum será lançado no dia 28 de Fevereiro do mesmo ano.
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LESMA é uma banda emergente que quer fazer barulho para as pessoas dançarem, cantarem e partir tudo até mais não. Os seus membros, Bia, Leonor e Rita, oriundas da Margem Sul e Sintra, trazem as suas influências de diferentes géneros musicais que criam o seu apocalipse sonoro.
MANUEL DE OLIVEIRA
19.04 | 22h | 15€
Bilhetes à venda na BOL
LOOPING SOLO é um concerto onde Manuel de Oliveira adapta uma seleção de obras da sua autoria a um formato de concerto a solo. Recorrendo a uma tecnologia que lhe permite gravar uma série de sons em tempo real, é de maneira sublime que Manuel de Oliveira, com uma
guitarra, uma braguesa e algumas percussões, nos faz imergir numa viagem ao seu universo musical, único.
Poderíamos dizer, se o silêncio fosse selvagem – o que o é por vezes – que o Manuel é encantador de silêncios e que os nossos ruídos internos são domados pela sua conversa a solo.
Tempos antes das plateias dos teatros se encherem de espectadores, existe, por estranho que possa parecer, quem dialogue com o silêncio que reside nesses espaços aparentemente vazios. Imaginando a investida dos sons dos passos, das locomoções até às cadeiras e dos
burburinhos da surpresa dos encontros à chegada, cumprimentam o silêncio, iniciando um ritual que acalma a ânsia que recai sobre ele.
Manuel de Oliveira coloca-se na ala primeira: a que fica entre o que se ouve e o que há para se ouvir. Dialogando com o silêncio, assegura-lhe compreensão e companhia no decurso do estrilho. Ora entre o silêncio e o espectador, ora entre o espectador e o som, face à afonia dos espaços, este compositor mune-se do seu instrumento feito voz e
mostra-nos como conversa com o silêncio sem sequer abrir a boca.
Poderíamos dizer, se o silêncio fosse selvagem – o que o é por vezes – que o Manuel é encantador de silêncios e que os nossos ruídos internos são domados pela sua conversa a solo.
Texto de Edu Mundo